Diccionario de Invenções Origens e Descobertas

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Descrição

Folhear esta relíquia, é assim como que pedir a uma startup dos dias de hoje, um plano de negócios em pleno século XIX. Sem ipads, iphones ou lá o que fosse, restava-lhes o ai jesus desta autêntica bengalada, onde poderiam descobrir o que menos esperavam: da origem das “bruxas” – peitos crescidos, rosto de mulher e agradavel presença, às leis de Zoroastro a quem se deve a confissão dos pecados.
Ou de onde viria o estereoscopio, colar de médicos, que muitos séculos antes de apresentado à Sociedade Real da Escócia há 170 anos, já o geometra grego Euclides, dele dava ares de o imaginar. Ou ainda, a não menos curiosa alusão à bengala e ao seu antiquíssimo uso, segundo e seguindo os caprichos da moda:

“… symbolo de autoridade, alem de objecto de fantasia ou de utilidade. Como sygnal de autoridade usaram-na entre nós os generaes, tomando a bengala o nome de bastão. Como objecto de luxo, no século X, iam as damas nobres passear encostadas a elegantes bengalas encimadas por uma avezinha, a par dos maridos que traziam um falcão no braço….”

E ficamos a saber também que, à época, eram Londres e Hamburgo que se ocupavam do fabrico das bengalas mais comuns, deixando Paris para as de maior luxo. Havendo-as para todos os gostos:

– a ‘bengala-espingarda’ que transformava num ápice o simples passeante a inesperado caçador; a ‘bengala-óculo’, caso numa passeata campestre houvesse um impulso mirone; a ‘bengala-cadeira’, para merecidos descansos; a ‘bengala-universal’, que de guarda-chuva fazia se o tempo virasse.

Enfim, à bengalada ou não, lá se resolviam as contendas, contando que a esta pérola se recorresse. Mais que um livro de estante e de consulta, talvez não raro, mas decerto invulgar e, seguramente, muito curioso, este é pois, um ‘livro-bengala’ para uso de novos, velhos ou de todos.

(“Diccionario de Invenções | Origens e Descobertas | Antigas e Modernas | Compilado e Acrescentado | com | Diversas Noticias Relativas a Portugal | por | Alberto Pimentel – Primeiro Volume – A-E, Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & Compª, 1876)

Publicou-se apenas este 1º volume até à letra E. Do 2º volume, ao que sabemos, apenas terão sido impressas 20 folhas até à letra I, na posse do próprio autor.

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